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Catequese do Papa: “Devemos caminhar juntos, rezando um pelo outro e fazendo obras de caridade. E assim faremos a comunhão em caminho”.

09/10/2014 09:12

Na catequese desta quarta-feira (8), o Papa Francisco seguiu com o tema sobre a Igreja e os cristãos não católicos. Ele comentou a respeito da atitude de muitos católicos diante da divisão na Igreja, que é uma atitude de resignação e indiferença que provocou no decorrer da história conflitos, sofrimentos e inclusive guerras. “Isso é uma vergonha”, destacou Francisco.

“As divisões entre os cristãos, enquanto ferem a Igreja, ferem Cristo. A Igreja, de fato, é o corpo de cujo Cristo é a cabeça", recordou. Conforme o Pontífice, esta unidade já era ameaçada enquanto Jesus ainda estava entre os seus, e as insídias do mal perduraram ao longo dos milênios. Foram geradas fraturas e separações pelas mais variadas razões: dogmáticas, morais, pastorais e políticas, mas fundamentalmente devido à soberba e ao egoísmo presentes no coração dos homens. Egoísmo que nos torna intolerantes, incapazes de ouvir e aceitar quem tem uma visão ou uma posição diferente da nossa.

Nesse contexto, o que cada um de nós, como membros da Igreja, podemos e devemos fazer? Questionou o Papa. E declarou que em primeiro lugar, devemos unir a nossa oração a oração de Jesus pela unidade; depois, não nos fechemos ao diálogo e ao encontro, mas permaneçamos abertos a todos quantos creem em Cristo, mesmo que pensem de modo diverso. Ele também pediu que pensássemos mais naquilo que nos une, e não naquilo que nos divide. 

“É uma dor, há divisões, mas todos temos algo em comum: todos nós acreditamos em Jesus Cristo. Estamos em caminho, ajudemo-nos uns aos outros. Em todas as comunidades existem bons teólogos. Que façam o seu dever. Mas nós devemos caminhar juntos, rezando um pelo outro e fazendo obras de caridade. E assim faremos a comunhão em caminho.”

Continuando, o Santo Padre contou que isso se chama ecumenismo espiritual, e acrescentou:

“Não deveria contar fatos pessoais, mas não resisto à tentação. Estamos falando de comunhão, comunhão entre nós. E hoje eu agradeço ao Senhor porque são 70 anos que fiz a Primeira Comunhão”, relatou o Pontífice, sob os aplausos da multidão, indicando que este Sacramento significa entrar em comunhão com os irmãos da nossa Igreja, mas também em comunhão com todos aqueles que pertencem a comunidades diferentes, mas acreditam em Jesus. 

Caminhemos rumo à plena unidade”, exortou o Papa. E pediu que não nos cedamos ao desconforto, pois Deus não pode deixar de ouvir a voz do seu próprio Filho e também a nossa, que rezamos para que todos os cristãos sejam realmente uma só coisa.

No final o Santo Padre saudou os vários grupos presentes na Praça São Pedro, e recordou a Jornada Europeia para a doação de órgãos. “Faço votos de que com esta forma peculiar de testemunho de amor ao próximo, se respeite a certeza da morte do doador, e sejam evitados abusos, tráficos e o comércio de órgãos.”

 

Diácono Valney