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Movimentos Eclesiais, frutos do Concílio Vaticano II.

15/10/2013 18:11

Muitos de nós católicos vivemos cobrando santidade dos padres e freiras, mas não temos o mesmo rigor diante do espelho. Temos o vício de esperar tudo dos religiosos, e ser relaxados com a nossa própria responsabilidade cristã.Se um padre não lidera e convoca os leigos para determinada ação pastoral, o povo não se move, não cria ou assume nenhuma iniciativa missionária. Por isso, com amor, o Papa Francisco andou puxando a orelha de seus filhos:

Acreditamos que o Batismo é suficiente para evangelizar? Ou esperamos que o padre peça, que o bispo peça? Mas e nós?”
A graça do Batismo está um pouco fechada e nós estamos endurecidos pelos nossos pensamentos, pelas nossas coisas. Ou às vezes pensamos: ‘Não, nós somos cristãos; eu recebi o Batismo, a Crisma, fiz a primeira comunhão, ou seja, o documento de identidade está em dia’. E agora você dorme tranquilo: você é cristão. Mas onde está a força do Espírito Santo que faz você seguir em frente?
“É necessário ser fiéis ao Espírito para anunciar Jesus com a nossa vida, com o nosso testemunho e com as nossas palavras”.
“Quando fazemos isso, a Igreja se torna uma Igreja Mãe que gera filhos, filhos e filhos, para que nós, filhos da Igreja, levemos isso. Mas quando não o fazemos, a Igreja não se torna Mãe, e sim Igreja babá, que nina a criança para dormir. É uma Igreja dormente. Pensemos em nosso Batismo, na responsabilidade do nosso Batismo.”
Papa Francisco (Fonte: Aleteia)
Que mensagem simples e brilhante! Nós somos batizados, e isso nos basta para colocar fogo no mundo, com a força do Espírito Santo. Precisamos acordar para aquilo que, segundo Cardeal Herranz, foi a coisa mais importante do Concílio Vaticano II: a chamada universal à santidade e ao apostolado.
Os leigos não só podem, como devem ser santos e missionários. Para nos ajudar a assumir essa responsabilidade, é que nasceram os movimentos eclesiais: grupos de fiéis leigos que se unem para se ajudarem mutuamente a ser santos e a anunciar o Evangelho no mundo.
E essa ação missionária apostolado não se restringe à paróquia, mas se entende a todos os ambientes onde o cristão está – na escola, na universidade, no trabalho, no ambientes de lazer… Muitos padres e bispos fazem parte de algum movimento, mas esses grupos permanecem essencialmente leigos. Nos movimentos, os católicos recebem uma formação espiritual e doutrinal contínua, quebrando aquela ideia relaxada de “ah, eu já fiz a catequese, já fui crismado, agora já aprendi tudo o que deveria ter aprendido como católico”. Alguns movimentos têm suas principais características descritas em um documento oficial (estatuto), e alguns deles são aprovados pelo Papa.
No Brasil, o movimento mais conhecido e mais popular é a Renovação Carismática. E a partir da RCC surgiram outros movimentos, como a Canção Nova e a Comunidade Shalom.Há outros movimentos que muitos de vocês já ouviram falar, ou mesmo fazem parte: Neocatecumenato, Comunhão e Libertação, Opus Dei, Focolares, Regnun Christi… A Igreja espera que todos eles anunciem o mesmo Cristo, a mesma doutrina, mas respeita o “jeitinho” (carisma) de cada um.
Nenhum católico deve necessariamente integrar qualquer movimento. Mas acho – eu acho – que todos deveriam ter, no mínimo, a curiosidade de conhecer algum desses grupos. Afinal, marchando juntos, como um exército bem treinado e disciplinado, somos mais fortes e unidos.Antigamente, a formação espiritual comunitária e contínua, pautada em determinado carisma, era acessível quase que somente aos religiosos. Aos poucos, as ordens religiosas abriram espaço para os leigos, e nasceram assim as “ordens terceiras” (Ordem Terceira Franciscana, Ordem Terceira Dominicana etc.). Para responder às demandas e desafios da sociedade atual, o Espírito Santo suscitou os movimentos eclesiais, trazendo novas formas de evangelização (ainda que, eventualmente, determinados aspectos de alguns movimentos precisem ser aperfeiçoados ou corrigidos). Essa era a opinião do Beato João Paulo II, que os incentivou fortemente. E o Papa eméritoBento XVI, em seus tempos de cardeal, disse:
“Para mim, pessoalmente, foi maravilhosa a primeira vez que entrei em contato mais estreito com alguns movimentos, como o Caminho Neocatecumental, Comunhão e Libertação e o Movimento dos Focolares, experimentando o entusiasmo com que eles viviam a fé e, movidos pela alegria desta fé, sentiam a necessidade de comunicar aos outros aquilo que receberam como um dom”.*
O Papa Francisco, por sua vez, é bastante próximo do Movimento Comunhão e Libertação, e já andou por exemplo, mandando um recado especial para os membros da RCC: “Diga a eles que eu os amo muito”.
 

* RATZINGER, Joseph. Movimentos eclesiais; uma reflexão teológica sobre o seu lugar na Igreja. Discurso no Congresso Mundial dos Movimentos Eclesiais: Roma, 27 a 29 de maio de 1998.

 
Diácono Valney