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Equipe de liturgia

 

Como participar da Equipe de Liturgia?
Local de reunião -Paroquia
Dia 2º sábado do mês
Horário 15:00hs

 

Coordenador -Alexandre
Telefone para contato -8493 9108
Vice-coordenadora     -
Telefone para contato -

 

 

 

 

 

 O QUE É LITURGIA?

                   

O Termo Liturgia tem sua origem grega, significa = "serviço prestado ao povo" composta por duas raízes: leit (de laós = povo) e (érgon = ação, empresa, obra).

A palavra, assim composta, significava, no ambiente em que nasceu: “ação, obra, empresa para o povo ou pública”. Neste sentido eram ”Liturgias” as promoções de festas populares, dos jogos olímpicos ou o custeio de um destacamento militar ou de uma nave de guerra em momentos de conflitos. Todavia, nesta mesma época helênica, começamos a ver o termo “Liturgia” sendo usado ao mesmo tempo e cada vez mais em sentido religioso-cultual para indicar o serviço que algumas pessoas previamente escolhidas prestavam aos deuses. E é neste sentido que ele vai entrar no Antigo Testamento e, tempos mais tarde, será acolhido no mundo cristão na tradução grega do Antigo Testamento (AT).

 Liturgia indica sempre, sem exceção, o serviço religioso prestado pelos levitas a Javé, primeiro na tenda e, depois, no templo de Jerusalém. De fato, no texto da Bíblia traduzida para o grego e chamada tradução dos Setenta, “Liturgia” aparece cerca de 170 vezes, designando sempre o culto prestado a Javé, não por qualquer pessoa, mas apenas pelos Sacerdotes e pelos Levitas no Templo. Já quando os textos se referem ao culto prestado a Javé pelo povo, a palavra utilizada  pelos Setenta é latría ou doulía. Isso indica que os tradutores dos Setenta fizeram uma escolha consciente deste termo “Liturgia”, dando-lhe um sentido técnico para indicar de forma absoluta o culto oficial hebraico devido a Javé e realizado por uma categoria toda particular de pessoas especialmente destinadas a isso.

No Novo Testamento, o termo significava tanto um serviço recíproco, quanto um ato religioso (cf. Rm 15,27; 2Cor 9,12; At 13,2 ). Nos evangelhos e escritos apostólicos, esse termo não tem o mesmo sentido de culto como no AT, onde estava extremamente ligado ao culto do sacerdócio Levítico, pois esse serviço não tem mais sentido no Novo Testamento (NT), Porém, reaparece nos escritos extrabíblicos de origem judaico-cristã, onde se refere claramente à Celebração da Eucaristia.

 No NT, o termo vai aparecer apenas 15 vezes, mas uma só vez em sentido de culto ritual cristão. No cristianismo primitivo, o termo também resiste a aparecer. Os cristãos de origem adotando o “espiritualismo cultual”, isto é, aquele tipo de culto realizado em “espírito e verdade”, não mais ligado às instituições do sacerdócio ou do templo, seja o de Jerusalém ou de Garizim (Jo 4,19-26), não sentem a necessidade de utilizar uma palavra que havia servido para identificar explicitamente um culto oficial, feito segundo regras precisas, tal qual era o sacrifício hebraico, vazio de espírito e rico de exterioridade. Mas já na Igreja pós-apostólica, “Liturgia” vai perdendo parte de seu aspecto negativo e começa a distinguir os ritos do culto cristão, como se vê em documentos como a Didaché (+- 80-90) e na I Carta de Clemente Romano aos Coríntios (+- 96).

No Oriente grego, o termo esteve sempre em uso para designar a ação ritual, muito embora hoje em dia indique, sobretudo, a celebração da Eucaristia segundo um determinado rito, como por exemplo, a “Liturgia de São João Crisóstomo”, a “Liturgia de São Tiago” etc. No Ocidente latino, porém, o termo “Liturgia” será completamente ignorado e só vai aparecer no séc. XVI, por causa dos contatos criados entre o Renascimento e as antigas fontes gregas. Mas devemos aguardar a primeira metade do séc. XIX para vê-lo utilizado no linguajar eclesiástico oficial latino com Gregório XVI, o que continua com Pio IX e, sobretudo, com Pio X.

Por ocasião do Movimento Litúrgico do início deste século, este termo será usado com grande força, sendo que o Concílio Vaticano II o consagrará nos seus diversos documentos, em especial na Constituição sobre a Liturgia Sacrosanctum Concilium, entendendo sempre por “Liturgia” “o exercício do sacerdócio de Jesus Cristo” (SC 7), ou o “cume em direção ao qual se dirige toda a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte da qual sai toda a sua força” (SC 10).

A Palavra significa, portanto, ação (celebração) sagrada da Igreja, pela qual os fiéis glorificam a Deus e são santificados por ele, em Cristo, feita com palavras e sinais sensíveis. É uma reunião de pessoas pela fé em Jesus Cristo no Espírito Santo, povo sacerdotal, chamado por Deus a colaborar na salvação da humanidade. Entre os judeus, este serviço se referia ao culto, que era executado por sacerdotes.

Pouco a pouco, a palavra adquiriu um sentido referente a um ato público de culto, no qual se desenvolve um duplo serviço. Em primeiro lugar, o serviço feito por Deus para nós. Depois em resposta a isto, o serviço prestado pelo povo a Deus com oferta do próprio louvor, do agradecimento e especialmente, da própria vida (cf. Rm 12,1-2).

São membros da Liturgia o Sacerdote, Animadores (Comentaristas), acólitos, leitores, salmistas, músicos e instrumentistas, ministros da acolhida, ministros extraordinários da Eucaristia, etc. A Igreja nos ensina que a liturgia é “oração comunitária da comunidade cristã”.

A Constituição sobre a Liturgia, do Concílio Vaticano II, nos ensina que “é Cristo mesmo que fala quando se leem as Sagradas Escrituras na Igreja” (SC 7). “Na liturgia, Deus fala a seu povo. Cristo ainda anuncia o Evangelho” (SC 33). É o que nos ensina a Igreja. Pela Liturgia podemos compreender o que é ser humilde. “É necessário que ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30). É necessário que a Palavra apareça, e quem a proclama diminua.

Enviado por: Antonio, Coordenador da Liturgia na Paróquia Santo Antonio, Ceilândia Sul/DF